Puta por uma Noite
Freud ajuda Martha a realizar sua fantasia de ser puta por uma noite. Após um leilão, Gustavo é o escolhido. Em uma suíte de hotel, Martha realiza sua fantasia e proporciona uma noite inesquecível ao felizardo. Da suíte ao lado, Freud acompanha tudo pela câmera.

A garrafa de vinho já quase no final. A lua domina o céu limpo. Clima ameno, com um vento agradável refrescando a sacada. Freud e Martha trocam amenidades. Percebendo o vinho chegar ao final, ele esquenta a conversa.
-Martha, você tem alguma fantasia que ainda não realizou?
Ela fica em silêncio. Vasculha sua memória. Há coisas que ela quer fazer de novo ou com outras pessoas. Mas algo novo? Ela demora a responder.
-Eu quero ser puta.
Mais do que a resposta, o olhar diz tudo. É mesmo uma fantasia dela. Surpreso com a resposta, Freud quer saber mais.
-Você já foi a Suzanna. Tá certo que eu não paguei, mas foi puta. Dessa vez quer ser paga, é isso?!
-Eu quero ser puta de verdade. Atender um cliente que não saiba quem eu sou. Que ache que está contratando uma garota de programa. Não é só uma cena com você. É de verdade!
Os dois ficam em silêncio. Martha se preocupa.
-Te assustei?
-Me surpreendeu. Estou pensando como podemos colocar isso em prática.
-Ué?! Não é só ficar na rua e esperar alguém parar?
-Isso faz parte da sua fantasia? Estar vestida de prostituta na rua? Isso é perigoso…
Martha reflete.
-Não… o que quero é ser paga para transar. A maneira de ser encontrada não importa. Pode ser na rua, num puteiro, pelo telefone, não importa.
Freud apresenta algumas possibilidades. Os dois discutem os prós e contras. Após alguns minutos, ele faz uma proposta.
-Vamos fazer um leilão. Eu te ajudo com os trâmites.
-Leilão?! Como assim?! Tipo aquelas mulheres que leiloam a virgindade?! Eu não sou mais virgem, Freud. Esqueceu?!
Os dois riem. Ele elabora.
-Um leilão é uma disputa por algo único, cobiçado. Vamos transformar sua noite de puta nisso, em algo único. Uma transa que apenas aquele que fizer o maior lance poderá ter. E só uma vez.
-Que história é essa?!
-É isso mesmo, uma história. Vamos criar uma história para vender caro essa sua noite.
-Caro, quanto?!
-Eu imagino mais de cinco mil reais.
-Tá maluco, Freud?! Quando eu fui a Suzanna te cobrei quinhentos reais e já achei caro. E você nem pagou, lembra?!
-Esse é o preço das garotas de programa normais. As de luxo cobram dois, três mil reais. Acho que cinco mil é um bom número. Eu cuido da história. Quer?
Martha olha a taça vazia. Depois a lua. Então encara o namorado. Ela morde o lábio antes de responder.
-Quero.
E completa.
-Agora vamos para o quarto que essa conversa me deixou com tesão.