Pecados em Sacramento
O passeio à vinícola é afetado pela chuva intensa em Colonia del Sacramento. Freud, Martha, Maurílio e Sueli aproveitam o clima para cometer pecados, junto com o sommelier e um jovem casal.
O avião pousa macio no aeroporto de Carrasco, em Montevidéu. Freud e Martha passam pela imigração e encontram Sueli e Maurílio. Ele é o mais animado.
-Martha! Que saudades!
Trocam um abraço apertado e um beijo rápido. Freud abraça Sueli.
-Amiga! Está linda, como sempre!
O grupo se cumprimenta. Todos falam ao mesmo tempo. Maurílio organiza a bagunça.
-Gente, vamos. Nosso carro está no estacionamento…
Freud puxa as malas. Martha e Sueli seguem de braços dados. Maurílio, à frente, mostra o caminho.
-Vamos almoçar em Colonia. São três horas até lá, com calma e passando pela orla de Montevidéu.
Malas guardadas, o grupo se acomoda na camionete.
-Martha, venha na frente comigo.
Sueli e Freud se acomodam no banco traseiro. Maurílio dirige, mostrando a cidade. O aeroporto fica para trás e as mansões antigas tomam conta da paisagem.
-Esse é o bairro de Carrasco. Ali é o Sofitel…
-Que lindo! Freud, quero me hospedar aqui…
-É só apostar e ganhar no cassino, Martha…
Maurílio dirige devagar, agora pela Rambla. Martha se encanta com a arquitetura de Montevidéu de um lado e com a imensidão do Rio da Prata do outro. Mais à frente, ela pede.
-Maurílio, pare ali. Vamos fazer nossa foto oficial.
Freud organiza o tripé, com o letreiro de Montevideo ao fundo. O vento forte torna a pose um desafio. Dezenas de tentativas depois, a foto com os casais trocados provoca risadas.
-Freud, vou postar no Instagram. Vamos ver o burburinho que vai causar.
-Poste, Martha. E vai passar o resto da viagem se explicando para a família…
Três horas depois de uma viagem tranquila pela Rota 1, chegam à Colonia del Sacramento. Maurílio explica a programação.
-Vamos almoçar no centro histórico. Carne e um bom vinho…
Freud escolhe um bom Tannat para acompanhar a carne que chega fumegante à mesa. Martha propõe o brinde.
-Que nossa semana seja maravilhosa.
Sueli complementa.
-E gostosa!
Brindam. Comem. Conversam. Riem. A animação do grupo é percebida pelos vizinhos de mesa e pelos garçons. O almoço se entende até o meio da tarde. Duas garrafas de vinho depois, Freud quer algo diferente.
-Vamos tomar um café?
Maurílio concorda.
-Vamos. E eu quero uma sobremesa.
Deixam o restaurante e caminham pelo bairro Histórico até a confeitaria às margens do Rio da Prata. Escolhem uma mesa no jardim. Os casais, ainda trocados, se acariciam. Martha se encanta.
-Que lugar lindo…
Depois do café e da sobremesa, Martha pede um espumante. Brincando com as borbulhas, e caminhando descalços pela grama macia do local, os casais assistem o por do sol nas águas calmas do rio.
Após o momento de silêncio, Maurílio chama o grupo de volta à realidade.
-Vamos?! Amanhã temos o passeio na vinícola…
Meia hora depois estão no elevador do hotel. Martha questiona Sueli.
-Amiga, deixa eu dormir com seu marido hoje?
-Claro, querida. É o que ele mais quer…
Freud abraça Sueli e sorri. No quarto, se beijam. Ele faz uma pergunta prática.
-Sueli, em qual lado da cama você quer dormir?
-Por cima, Freud. Por cima…
Riem juntos da brincadeira. Se beijam. A noite começa…