Festa de Natal
Uma noite com ela e Marcela foi o presente que Tatiana escolheu para Freud. E todos se divertiram.

Precisei reler de novo e de novo a mensagem na tela do celular. Estava lá, com todas as letras: “quero uma mulher pra gente, posso?”. Me segurei pra não demonstrar toda minha alegria com a proposta e respondi que se fosse o desejo dela, eu atenderia.
Ela resolveu tudo: escolheu uma amiga, conversou com ela, criou o grupo, escolheu o local e agendou a data e horário. Tive que mexer meus pauzinhos com a agenda do trabalho, mas valeria a pena!
Quando peguei o Uber para encontrá-la, respirei aliviado. Minutos antes problemas na empresa ameaçavam impedir nosso encontro. Agora, era só cortar São Paulo e me juntar a elas no ponto combinado na rodovia.
Encontrei Tatiana sozinha. Marcela estava atendendo um paciente e nós a encontraríamos depois, em sua cidade. No carro fomos conversando e nos provocando, como sempre fazemos. Eu disfarçava a preocupação com a possibilidade da Marcela não se juntar à nós. Quando ela entrou no carro, respirei aliviado.
Marcela abriu um champagne e nos serviu. Depois nos contou que precisava da bebida para manter a coragem e não cancelar. Entramos no quarto do motel e começamos a nossa tarde dos sonhos.