Dois Anos de Preliminares
Do primeiro encontro em uma festa em Brasília até a transa na festa em São Paulo mais de dois anos se passaram. E o desejo de Freud por Siena só aumentou.
O pôr do sol em Brasília é a paisagem perfeita para o primeiro dia de festa. Freud e Martha passeiam pelo jardim lotado com pessoas de todo o Brasil.
-Freud, olha isso! Quanta gente linda. Gostei…
-Não te falei que essa festa é a melhor?!
-Vamos pegar uma bebida que hoje eu quero beijar muito!
No palco, a banda toca uma seleção de rock que deixa a galera ainda mais animada. Martha pede um Gin. Freud pede água.
-Não vai beber hoje, Freud?!
-Quero aproveitar essa festa e me lembrar de tudo amanhã, Martha.
Ela ri alto.
-Amanhã é outro dia, Freud!
O casal circula pela festa. E chama a atenção.
-Freud! Martha! Gente, eu adoro as tirinhas que vocês postam no grupo!
Martha se adianta.
-Freud é escritor. Ele é quem cuida disso.
-Eu adoro! Sempre damos risadas, principalmente com as figurinhas.
Comentários como esse se sucedem. O casal conhece gente do Brasil inteiro. Júlio e a esposa Carla são de Santa Catarina. Ele e Martha se entrosam logo de cara e logo os dois estão aos beijos. Carla se espanta.
-Júlio, mas o que é isso, criatura?!
-Minha nova amiga, Carla. E esse é o Freud, namorado dela.
Em seguida Júlio apresenta Freud e Martha aos demais que estão na roda, amigos de outras festas. Um desses casais chama a atenção por um fato inusitado. Sem filtro, Júlio solta o verbo.
-Essa é a Siena. O marido é quem faz as calcinhas dela.
Martha fica curiosa.
-Como assim, ele é costureiro?!
Siena dá uma gargalhada, antes de explicar.
-Eu não estava feliz com as peças que tinha para uma festa. Daí ele perguntou o que eu tinha em mente. Eu falei. Ele fez. Chegou com a peça pronta. Depois disso, fez várias outras, inclusive essa.
Siena levanta o vestido e mostra a calcinha fio dental, feita de pérolas. Martha elogia.
-E ele tem talento. Muito bonita. Não acha, Freud?!
-Aham…
Martha se desculpa pelo namorado.
-Ele fica assim quando vê uma bunda bonita, amiga. E a sua é linda.
Mais risadas. Os casais conversam. Levi e Freud fizeram o mesmo curso na faculdade. Todos são amantes do vinho. E, assim como Freud, Levi também participa ativamente dos grupos. Várias afinidades.
Martha vê seu copo vazio.
-Freud, vamos pegar mais bebida, venha.
A caminho do bar, o casal troca confidências.
-Freud, que legal essa história dele fazer as calcinhas dela, hein?!
-Eu achei o casal muito simpático.
-Simpático, aham. Eu vi que você não tirou os olhos da bunda dela.
-É bonita…
Martha concorda.
-Sim, muito bonita. Ela é uma gostosa!