A Mulher Experiente
Um jovem e afoito Freud tem uma aula prática com uma mulher experiente. Ela o ensina a arte do prazer feminino e a importância das preliminares.
Aos catorze anos eu tive meu primeiro emprego com carteira assinada. Era a idade mínima para isso, na época. Atuava como auxiliar de escritório do departamento financeiro de uma empresa familiar.
Eu cumpria expediente de seis horas, das oito da manhã às duas da tarde. O salário me permitia pequenas extravagâncias, como comprar regularmente as revistas em quadrinho que eu gostava. Ainda conseguia ajudar nas contas de casa e guardar alguma coisa.
A empresa era grande e tinha cerca de vinte unidades espalhadas em três estados. Eu trabalhava na sede, junto com mais duzentos funcionários. Na área administrativa, a maioria absoluta era de mulheres.
Tímido e virgem, eu era um alvo fácil para as chacotas dos colegas. E algumas mulheres entravam nessa onda. Aprendi cedo que quando menos eu me importasse, mais rápido as brincadeiras eram deixadas de lado.
Dois anos depois, eu já estava enturmado na empresa. E fiz amizades com alguns colegas de trabalho que me ajudaram a navegar por aqueles tempos complicados.
Nessa época, para ajudar nas tarefas de casa, eu passei a dirigir o carro da família para fazer compras. Aos poucos, adquiri o direito de sair com ele para alguns passeios.
Com a ajuda dos amigos mais velhos e por causa do carro, consegui convidar uma das meninas que trabalhava em outro setor para um passeio. Seguindo a recomendação do amigo, a levei para um mirante na cidade. Lá, rolou o meu primeiro beijo.
Suelen estava com dezoito ou dezenove anos. Depois dos beijos no mirante, a convidei para o motel. Ela topou. A coisa toda foi muito rápida. Era minha primeira vez. Suelen não tinha muita experiência. Entre chegar ao motel, entrarmos no quarto, tirarmos a roupa, colocar a camisinha, transar, gozar, colocar a roupa, pagar a conta e deixar o local, se passaram uns quarenta minutos, se tanto.
No dia seguinte, o meu sorriso não escondia o que havia acontecido. Inexperiente, contei para várias pessoas. Suelen não gostou da exposição. Nunca mais saímos.
O fato de eu ter contado me tirou do radar das outras mulheres da empresa. Fiquei com fama de fanfarrão. Lição aprendida.