A Executiva

Acostumada a comandar, Fabiana encontra alguém disposto a bater de frente. O resultado é um encontro quente e intenso.

A Executiva
Foto de Brooke Lark na Unsplash

Quando saí para o almoço naquela segunda-feira eu não podia imaginar o que encontraria no restaurante. Tenho o hábito de almoçar lendo, para passar o tempo e, com isso, não percebo direito o que se passa ao meu redor. Nesse dia não estava com nenhum material de leitura e comecei a observar as mulheres das mesas próximas a mim. Todas estavam acompanhadas, exceto uma.

Ela estava em uma mesa na minha lateral. Levantei para me servir e ao voltar sentei em outra cadeira, de maneira a observá-la melhor. Ela percebeu, levantou-se e também mudou de lugar, sentando de frente para mim. Não esperava aquilo e sorri. Ela sorriu de volta e continuou me olhando. Enquanto eu saboreava a refeição, ela mantinha o olhar firme em mim, procurando meus olhos sempre que eu a mirava. Ela estava me caçando! Sorri novamente e ela fez sinal para que eu sentasse em sua mesa.

Ainda me sentindo caçado, fiz o que ela pediu e, após as apresentações de praxe, ela foi direta ao assunto:

- Você ficou intimidado com meu olhar?

Pego de surpresa com a pergunta, respondi:

- Fiquei. Me senti uma presa...

- Pelo menos a percepção foi acertada... Ela disse isso e sorriu... Eu quase engasguei ao ouvir aquilo enquanto bebia um pouco de água.

Fabiana, vamos chamá-la assim, continuou: